Um relatório da Inspecção-Geral de Educação revela que as escolas com menos de dez alunos quase já não existem, que o número de escolas primárias com prolongamento de horário mais do que duplicou nos últimos três anos e as actividades de enriquecimento do currículo, como a música, o inglês e o desporto, são cada vez mais generalizadas no primeiro ciclo.
Os inspectores visitaram 288 unidades de ensino, 25 por cento do universo da rede escolar, da pré-primária ao secundário e frequentadas por 328.644 crianças. E as conclusões do relatório sobre o ano lectivo 2007/08 foram hoje anunciadas por Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, em conferência de imprensa.
Há três anos as escolas com menos de 10 alunos representavam mais de uma em cada quatro do total de escolas portuguesas. Hoje são apenas 3,2, ou seja menos de 400.
Em relação às escolas com regime de horários desdobrados (com turmas de manhã e à tarde) ainda acontece em 13 por cento dos estabelecimentos de ensino. No último ano lectivo, 87 por cento das escolas funcionava em regime normal, mais 11 por cento do que há três anos.
A aprendizagem tem agora mais horas. O relatório revela que em cada 100 escolas do ensino básico 96 prolongaram o horário até às 17h30. No ano lectivo 2005/06, só 42 por cento prolongava o horário. Também o número de jardins-de-infância com prolongamento de horário aumentou, passando de 55 por cento em 2005 para 84 por cento no último ano lectivo.
A distribuição de refeições nos estabelecimentos públicos abrangia, há dois anos, apenas 47 por cento das escolas do ensino básico; actualmente abrange 86 por cento das escolas do primeiro ciclo e 97 por cento dos jardins-de-infância.
O documento revela, também, que 99 por cento das escolas do primeiro ciclo já tem actividades extra-curriculares, como a música, o inglês e o desporto. Em 2005 eram apenas 67 por cento.
Fonte: Rtp.pt
terça-feira, 4 de março de 2008
Relatório sobre educação em Portugal aponta evolução positiva
Etiquetas: Escolas
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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