Um aluno da Escola EB 2/3 Augusto Moreno, de Bragança, terá empurrado ontem uma professora, alegadamente por causa de um telemóvel, tendo ambos sido transportados para o hospital depois de chamada a PSP e os bombeiros.
Segundo apurou a Lusa junto das duas instituições, o caso terá ocorrido durante uma aula de substituição à hora de almoço. O aluno terá empurrado a professora, que caiu de costas, depois de esta lhe ter chamado várias vezes a atenção por alegadamente estar a ouvir música no telemóvel.
A professora chamou o Conselho Executivo à sala da biblioteca, onde decorria a aula, e seguidamente foi solicitada a presença da polícia, que tomou conta da ocorrência.
Foram também chamados os bombeiros, por volta das 12h57, de acordo com do Centro Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Bragança, que confirmou à Lusa ter registo da ocorrência como “uma queda”.
Aluno e professora tiveram alta
Segundo as fontes da Lusa, o aluno, de 15 anos, terá sentido um mal-estar (desmaio), já na presença de todos os intervenientes, acabando por ser levado, assim como a professora, para a urgência do Hospital de Bragança. Ambos tiveram alta depois de observados e o aluno foi entregue aos cuidados da mãe, que foi chamada.
Fonte da PSP confirmou a existência da participação feita na sequência da diligência no local do incidente. A professora não formalizou queixa contra o aluno e não precisa fazê-lo, de acordo com a fonte policial.
Por o jovem ser menor de 16 anos, “não pode ser criminalmente responsável”, ou seja, acusado e julgado judicialmente. A PSP enviará a comunicação da ocorrência ao Ministério Público que encaminhará o caso para as instâncias competentes, nomeadamente o Tribunal de Menores.
Fonte: Público
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Alegada agressão de aluno a professora envolve PSP, bombeiros e hospital
Etiquetas: Violência escolar
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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