O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, alertou hoje para a necessidade de distinguir problemas de indisciplina escolar e criminalidade, considerando que as forças de segurança não podem imiscuir-se nos problemas de disciplina nas escolas. "A criminalidade não se deve confundir com indisciplina escolar", afirmou Rui Pereira, perante os deputados da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
Em resposta a uma pergunta da deputada do Bloco de Esquerda, Helena Pinto, sobre se defendia uma maior intervenção policial nas escolas, o ministro da Administração Interna começou por alertar para a necessidade de se distinguir a indisciplina nos estabelecimentos escolares da criminalidade, sublinhando que "a indisciplina tem de ser tratada pela comunidade escolar".
"Às forças de segurança apenas cabe responder pelos factos criminais. Não podem ser as forças de segurança a imiscuir-se nas questões de indisciplina escolar", defendeu, insistindo que os problemas disciplinares nos estabelecimentos de ensino "não são competência das forças de segurança". Contudo, acrescentou, deverá existir "uma articulação entre as forças de segurança e a comunidade escolar".
Questionado pelos jornalistas no final da reunião da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais se ao fazer estas declarações estava a demarcar-se do Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, o ministro da Administração Interna escusou-se a responder. "Não me compete comentar as declarações do PGR", afirmou, reiterando que apenas alertou para a necessidade de distinguir indisciplina de criminalidade. "As forças de segurança não são competentes nas questões de indisciplina escolar, apenas na prevenção e investigação criminal", salientou.
Fonte: Público
quarta-feira, 9 de abril de 2008
MAI rejeita intervenção das forças de segurança na indisciplina nas escolas
Etiquetas: Violência escolar
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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