TEK.SAPO Novos portáteis no programa e-escolas PÚBLICO CD-Roms para ajudar estudantes a lidar com o stress LUSA Alunos de secundária de Gaia acusam GNR de ameaças e agressão, o que corporação desmente RTP Professora intimidada por aluno em escola secundária da Maia CORREIO DA MANHÃ Aluna constituída arguida aos 9 anos

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Brasil: Alunos de escolas particulares apresentam melhor desempenho

Alunos que estudaram somente em escolas particulares obtiveram melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2006, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Educação. Numa escala de zero a 100, alunos que estudaram apenas em escola pública tiveram média de 34,94 na prova objetiva, enquanto que os das escolas particulares alcançaram média de 50,57. Já na prova de redação, os estudantes de instituições públicas obtiveram média de 51,23 e os das escolas privadas obtiveram média de 59,77.

Em sua décima edição, a média de desempenho dos participantes do Enem de 2007 foi 51,52 na prova objetiva e 55,99 na redação. A prova foi realizada em 26 de agosto de 2007 e mais de 2,7 milhões de estudantes compareceram ao exame.

O Enem é um levantamento realizado anualmente pelo Ministério da Educação com a finalidade de avaliar a educação básica no país. O exame, oferecido aos estudantes que estão concluindo ou já concluíram o ensino médio, é individual e tem caráter voluntário. A prova do Enem, diferentemente dos exames de vestibular, é interdisciplinar e contextualizada, pela qual o estudante é colocado diante de situações-problema que exigem a aplicação dos conceitos aprendidos e não a sua simples memorização.

De acordo com o Ministério da Educação, "o Enem não mede a capacidade do estudante de assimilar e acumular informações, e sim o incentiva a aprender a pensar, a refletir e a 'saber como fazer'. Valoriza, portanto, a autonomia do jovem na hora de fazer escolhas e tomar decisões".

O número de inscritos vem aumentando a cada ano. Na sua primeira edição, em 1998, houve 157,2 mil inscritos e, desses, efetivamente participaram do exame 115,6 mil estudantes. Em 2006, o Enem contou com 3,7 milhões de inscritos e 2,8 milhões de participantes. O crescimento do número de interessados deve-se à isenção do pagamento de taxa de inscrição para os alunos das escolas públicas. Também colabora para esse aumento de participantes, a instituição pelo Ministério da Educação, em 2004, do Programa Universidade para Todos (ProUni), o qual vincula a concessão de bolsas em Instituições de Ensino Superior (IES) privadas á nota obtida no Enem.

As médias de desempenho obtidas pelos estudantes de cada escola participante da prova podem auxiliar professores, diretores e outras autoridades da área educacional para identificar tanto as deficiências como as boas práticas realizadas pelas escolas. As médias estão disponíveis para consulta, desde 2005, no site do Ministério da Educação.
Fonte: Agência Senado

Para subscrever o Noticiasdescola

Pesquisa personalizada

Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)