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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Cascais: Centenas de alunos plantam biohortas em projecto de “ciência divertida”

Mais de setecentos alunos de 22 escolas do ensino básico e jardins-de-infância de Cascais participam até Junho no projecto “Biohortas Pedagógicas”, um programa de “ciência divertida” destinado a promover a sustentabilidade ambiental.

A ideia começou a ser desenvolvida por alguns escolas há já cinco anos, mas só hoje, com a assinatura de uma carta de compromisso entre a Câmara, o Grupo Ecológico de Cascais (CEG) e representantes dos estabelecimentos de ensino, foi formalizada e ganhou novos apoios.

Até ao fim do ano lectivo, caberá à autarquia subsidiar o programa com 32 mil euros e supervisioná-lo tecnicamente, enquanto o GEG realizará sessões de educação ambiental e criará um Plano de Manutenção da Biohorta Pedagógica e do Compostor.

Segundo explicou a engenheira Raquel Sousa, uma das responsáveis pelo projecto, os 784 alunos envolvidos - a que se poderão somar outras que estejam interessadas -, vão plantar legumes e vegetais à medida que participam em cinco sessões informativas: compostagem, preparação do terreno, plantação, criação de sebes e nutrição.

“É o conceito de ciência divertida ligada à biologia, em que os alunos aprendem a usar as ferramentas próprias e lupas para observar as pragas, fazem um teatro sobre a plantação, conhecem técnicas de fertilidade e que plantas são companheiras. No fim, ficam com noção daquilo que é saudável comer”, referiu Raquel Sousa.

A produção resultante de cada escola servirá depois para venda em mercados locais ou para consumo próprio das 37 turmas inscritas.
Fonte: Portugalzone

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)