Não são os primeiros a serem apelidados de «óscares de internet». Quem no mundo web gosta de realçar o que de bom se faz quer para si o título mais apelativo da história. Ainda assim, os Webby Awards têm conseguido afirmar-se como um «guia» credível e certeiro do que melhor se pode encontrar na internet.
Com quase 70 categorias, os Webby Awards vão premiar pela 12ª vez os melhores trabalhos feitos na Internet. Este ano, a organização recebeu quase 10.000 entradas de mais de 60 países.
Nestes prémios existem quatro áreas principais: sítios web, Publicidade Interactiva, Cinema e Vídeo online e Telémoveis. As categorias são diversificadas: activismo, arte, blogue, educação, moda, política, religião, televisão, governo, entre muitas outras. Os criadores podem ser desde grandes e conhecidas empresas a cidadãos anónimos que aproveitaram o mundo da internet para pôr em prática as suas ideias e visões.
Nomeados da categoria de educação:
American RadioWorks from American Public Media
Designing Interactions
FactCheckED.org
MathMovesU
The Earth Institute at Columbia University
Nomeados da categoria da Família/Pais:
Handipoints - Make Fun of Work!
KidsHealth
myfamily.com - Create your family's home on the web
PBS KIDS Sprout
The Motherhood
Nomeados da categoria de Escolas:
A Bennington College Timeline
Imperial College London Centenary microsite
School of Visual Arts Web site
SCI-Arc
The Los Angeles Recording School
Fonte: Noticias Sapo
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Conhecidos os nomeados para os «Óscares da Internet»
Etiquetas: e-educação
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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