O Presidente de Moçambique, Armando Guebuza, defendeu hoje em Maputo que a integração económica em curso na África Austral deve favorecer «os interesses concretos dos cidadãos», como forma de afastar o risco de «discriminação e a xenofobia».
Falando na abertura da VII Reunião de Economistas dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), que começou hoje na capital moçambicana, consagrada ao tema «A Integração Regional e a Economia dos Países da CPLP», Guebuza alertou para os perigos de o processo de integração regional na África Austral restringir-se «à negociação e conclusão de acordos estritamente comerciais entre os Estados membros».
«É importante gerar e sustentar um emaranhado de interesses concretos, comuns entre os Estados membros e entre os cidadãos dos países membros, para se reforçarem as relações de irmandade e de empatia entre os cidadãos, para não deixar espaços para a xenofobia e outras formas de discriminação», afirmou o chefe de Estado moçambicano.
Apesar dos receios, «os sectores da economia moçambicana poderão conhecer um maior dinamismo em resultado do processo de integração regional», sublinhou Armando Guebuza, apontando depois «uma série de acções» que o país está a implementar, «como forma de responder às oportunidades e desafios presentes neste processo».
Os investimentos nas áreas da saúde e educação, particularmente no ensino técnico-profissional, enquadram-se no conjunto das intervenções visando tirar mais vantagens do fenómeno de integração regional na África Austral, apontou o Presidente moçambicano.
Fonte: Sol
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Moçambique - PR Guebuza defende integração regional com resultados para os «cidadãos»
Etiquetas: É destaque lá por fora
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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