Depois do Ministério da Educação (ME), foi a vez da plataforma que reúne todos os sindicatos dos professores dar um passo atrás nas suas exigências. Nas propostas que vão apresentar à tutela, as organizações sindicais já admitem que os quase sete mil docentes que precisam de ter uma nota este ano (os contratados para verem o seu contrato renovado e os dos quadros que já cumpriram o tempo de serviço necessário para progredir) sejam classificados.
No entanto, vão levar para a negociação duas condições: que essa avaliação seja feita de forma igual em todas as escolas - e não à medida das possibilidades de cada uma, como tem dito o ME - e que se baseie única e exclusivamente em dois parâmetros. A saber, um documento de auto-avaliação e o registo da assiduidade. E também aqui, a posição da plataforma sindical não é coincidente com a da tutela.
Na passada terça-feira, na primeira reunião entre sindicatos e ministra da Educação para desbloquear a situação, Maria de Lurdes Rodrigues insistiu que não há nenhuma escola que não consiga neste momento recolher mais elementos de avaliação para além das faltas dos professores. “As escolas têm elementos sobre o cumprimento do serviço lectivo, não lectivo, exercício de cargos, resultados escolares dos alunos, formação. Quase toda a informação relativa à avaliação está disponível”, sublinhou.
Quanto aos professores dos quadros (quase 150 mil) que já deveriam ser avaliados em relação a este ano lectivo, mas que só terão de ter uma nota no final de 2009, a plataforma sindical continua a exigir a suspensão de todos os procedimentos. Ou seja, os sindicatos querem que o seu desempenho seja avaliado apenas a partir dos elementos recolhidos apenas no próximo ano lectivo. O que, mais uma vez, contraria a posição ministerial.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Sindicatos admitem apenas avaliação simplificada e uniforme dos professores contratados
Etiquetas: Avaliação dos Professores
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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