S ão 33,3 milhões de euros que vão ser gastos em 31 centros escolares de 16 concelhos do centro do país. O anúncio foi feito, pelo primeiro-ministro que numa "escola-modelo" de Abrantes assistiu à assinatura dos protocolos e garantiu que "a educação está no coração das políticas públicas".
José Sócrates falou na "revolução" que está a ser feita" e que "permite acabar de vez com esta nódoa negra que em termos de educação compromete o futuro do nosso país". "Estamos em Abrantes porque esta autarquia fez uma obra notabilissima com o projecto municipal Mocho XXI, introduzindo computadores e internet em todas as salas de aula do 1º ciclo", justificou o primeiro-ministro.
Para Sócrates, Abrantes "antecipou o que o Governo está agora a fazer e é o exemplo de como podemos ter autarquias determinadas em romper com as escolas do passado salazarista que durante décadas causaram prejuízos incalculáveis ao país".
Ladeado pelos ministros da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e do Ambiente, Nunes Correia, o governante defendeu que os novos centros escolares "promovem a concentração de alunos, restauram sociabilidades, apostam em professores e qualificam os equipamentos, substituindo as cerca de duas mil escolas que o Governo encerrou nos últimos dois anos".
Sócrates garante que vão fechar mais espaços, porque a aposta do Governo "é renovar, requalificar e reordenar a rede de estabelecimentos dos primeiros anos escolares, acabando com escolas de cinco ou sete crianças". Admitindo que "o caminho é difícil", o primeiro-ministro elogiou o trabalho de Maria de Lurdes Rodrigues que "está a fazer uma mudança" que "é visível".
"Esta é uma revolução que está em marcha. Não tenho dúvidas que a revolução vai acontecer porque o Governo quer e as câmaras municipais também", afiançou.
Os protocolos assinados ontem de 33,3 milhões de euros, dos quais 70% vão ser comparticipados por fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional, destinam-se à construção e requalificação de escolas de nova geração do 1º Ciclo do Ensino Básico e vão abranger mais de quatro mil alunos. Em breve o Governo espera assinar mais 70 protocolos na Região Norte, estendendo-se depois ao resto do país.
Fonte: JN
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Novos centros educativos vão custar 33,3 milhões
Etiquetas: Escolas
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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