Não deverá regressar às aulas durante cinco dias o aluno da Escola EB 2,3 Augusto Moreno, em Bragança, que alegadamente empurrou uma professora durante uma aula de substituição que decorria na biblioteca, na passada terça-feira.
O jovem de 15 anos, aluno de um CEF (Curso de Formação e Especialização) da área de Audiovisuais já não foi às aulas ontem nem anteontem e assim deverá continuar por mais alguns dias, adiantou ao JN fonte do estabelecimento de ensino. A docente que se queixa da agressão voltou às aulas no dia seguinte ao incidente e está a assegurar o seu horário.
Além da suspensão de cinco dias, a escola ainda não decidiu que sanção vai aplicar ao estudante - para já, os responsáveis vão debater o caso com os intervenientes e outras entidades.
A Associação de Pais quer fazer um diagnóstico da situação escolar e familiar do aluno que, embora tenha um aproveitamento escolar positivo (no primeiro período não teve negativas e no segundo registou apenas uma), provém de uma família carenciada e revela problemas de comportamento.
A Associação de Pais da Escola Augusto Moreno vai propor que a questão do uso de telemóveis ou de outros equipamentos na instituição conste do regulamento interno, "de forma clara e objectiva para evitar estas situações no futuro", afirmou Francisco Barros.
Ontem, foi também conhecida a sanção disciplinar ao aluno que agrediu uma colega em plena sala de aulas. O director da Escola Profissional da Figueira da Foz , João Gomes, confirmou a suspensão por uma semana.
O caso reporta ao início de Março, antes das férias da Páscoa, quando João C., de 17 anos, que frequenta o curso de Técnico de Cozinha, agrediu Sandra, de 16 anos, durante uma aula de Informática. A agressão foi registada em vídeo, com recurso a um telemóvel, e posta a circular no site "YouTube".
Fonte: JN
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Uma semana sem aulas para alunos agressores
Etiquetas: Violência escolar
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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