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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Escola aberta apesar de caso de meningite

Três alunos da escola primária de Vila de Punhe, em Viana do Castelo, foram internados desde o fim-de-semana, no Centro Hospitalar do Alto Minho, com suspeita de meningite vírica, mas em apenas uma das crianças foi confirmada a infecção.

"Está estável e continua internada, registando uma evolução favorável e respondendo favoravelmente à terapêutica", confirmou fonte do Hospital de Viana do Castelo. Contactado pelo DN, o delegado de Saúde local, Luís Freixo, disse que os alunos são todos do 4.º ano, tendo um deles sido internado ontem, após apresentar alguns sintomas, nomeadamente vómitos, dores de cabeça e febre alta, além de "não conseguir segurar a cabeça".

"É um caso anormal, que não era expectável. O problema é que quando se fala de meningite as pessoas entram logo em pânico, mas neste caso concreto a evolução normal é favorável e é isso que está acontecer", explicou Luís Freixo.

Em duas das crianças internadas, o despiste de meningite "deu negativo", disse ainda fonte do hospital, acrescentando que uma delas aguardava apenas o resultado de exames complementares de diagnóstico, perspectivando-se a sua alta para as horas seguintes, enquanto que outra já tinha abandonado a unidade. A meningite detectada ao aluno internado segunda-feira "é própria desta época e não é de todo contagiosa", dispensando qualquer profilaxia.

Segundo a delegação de Saúde, que alertou a direcção da escola para os três episódios, "não é expectável" que se registem novos casos, embora admita que não é uma hipótese "completamente descartável". "Ainda não sabemos que tipo de vírus está envolvido, mas podemos garantir aos pais que não há motivos de preocupação", sustentou Luís Freixo.
Fonte: DN

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)