De 26 a 30 de maio, o site AulaVox reunirá - em mais um congresso virtual - profissionais e pesquisadores dos países membros da Comunidade de Língua Portuguesa ligados à área de E-Learning.
Pioneiro na realização de eventos online, o site AulaVox está organizando o "III Congresso de Ensino a Distância dos Países de Língua Portuguesa". O evento acontecerá entre os dias 26 e 30 de maio e reunirá especialistas em E-Learning, pensadores sobre novos processos de aprendizagem e autoridades nacionais e internacionais ligadas à área da educação.
Idealizado pelo diretor do AulaVox, Valmir Duarte da Costa, o "III Congresso de Ensino a Distância dos Países de Língua Portuguesa" promete avançar em relação às edições anteriores. "Entendemos que os Países da Comunidade Lusófona estão em estágios diferentes na aplicação de educação a distância. Daí o compartilhamento de experiências com o objetivo de mostrar os caminhos já percorridos, possibilitando um avanço maior nos países que ainda não a empregam" analisa o executivo.
Professores e pesquisadores debaterão questões relacionadas aos recursos de EAD utilizados junto à rede pública de ensino, em várias regiões do País. "O congresso dará visibilidade à criatividade do educador brasileiro, permitindo a troca de experiências com profissionais dos demais países lusófonos", explica Valmir.
Mais de 30 palestrantes apresentarão seus trabalhos durante o evento. Entre eles estão João Mattar e Carlos Valente, autores do livro "Second Life e Web 2.0 na Educação: o potencial revolucionário das novas tecnologias" e João Beauclair, autor da publicação "Educação & Psicopedagogia: aprender e ensinar nos movimentos de autoria".
O congresso contará ainda com a presença de Regis Tractenberg, psicólogo pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Mestre em Telemática Aplicada a Educação e Treinamento pela Universidade de Twente, Holanda. Tractenberg atua como docente independente online, além de coordenar projetos de educação e treinamentos em empresas e instituições educacionais.
Marlene da Silva, diretora de Assuntos Pedagógicos do AulaVox, destaca que o congresso está sendo organizado de modo a atender os mais diversos públicos envolvidos com a temática do E-Learning. "Também mostraremos experiências de universidades corporativas, projetos de inclusão digital para pessoas com necessidades especiais e cases de utilização das novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) na educação presencial", explica ela.
Para verificar a lista de trabalhos já confirmados para esta edição do congresso, basta acessar: http://www.aulavox.com/expo/3ead/trabalhos.htm . Já para propor temáticas diferenciadas e inscrever novos trabalhos, basta ir ao link http://www.aulavox.com/expo/3ead.htm e encaminhar os resumos até o dia 24/04/2008.
Perfil - O AulaVox (www.aulavox.com.br) foi fundado há três anos pelo executivo brasileiro Valmir Duarte da Costa, com ampla experiência em Internet. O site realiza uma média de 200 eventos por mês. Até março de 2008, 62 mil pessoas já participaram dos cursos promovidos pelo AulaVox. A ferramenta de ensino à distância busca facilitar os processos de aprendizagem e reciclagem profissional, otimização a utilização de investimento e tempo.
Sobre o evento - O "III Congresso de Ensino a Distância dos Países de Língua Portuguesa" é uma realização AulaVox. Em sua primeira edição, ocorrida em 2006, 20 palestrantes expuseram seus trabalhos e 800 pessoas participaram do evento online.
Já na segunda edição, ocorrida em 2007, 30 expositores compartilharam seus trabalhos com 1800 pessoas, incluindo educadores brasileiros que atuam em diversos países europeus fora da comunidade lusófona.
Fonte: maxpressnet
quinta-feira, 17 de abril de 2008
"III CONGRESSO DE EAD DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA" ACONTECERÁ EM MAIO
Etiquetas: É destaque lá por fora, e-educação
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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