Psicopedagoga dá dicas para as famílias dos 'brigões'.A participação na escola e o diálogo são muito importantes.
Quando arranhões, marcas de mordidas e manchas roxas pelo corpo começam a aparecer no corpo de seu filho, é porque aquele anjinho de colo pode já ter se tornado um “brigão” na escola. E nenhum pai ou mãe gosta de ver que seu filho está batendo nos amiguinhos ou apanhando deles.
“Até os três anos, as crianças estão na fase da mordida. A gente não leva isso como uma coisa banal, mas é uma coisa que acontece”, explica Ana Cristina Lage, diretora de uma escola na Tijuca, no Rio. “Normalmente, quando a criança está mordendo muito, a gente chama os pais. A professora está sempre muito atenta à criança, para que isso não aconteça”, conta.
Foi o caso de Matheus, de 6 anos. Agora a família tem atenção redobrada nos estudos, muita conversa sobre o dia-a-dia na escola e participação nas tarefas de casa. Ana Elisa, mãe de Matheus, ficou muito preocupada quando começou a receber os bilhetinhos da escola do filho, dizendo que ele tinha brigado com colegas.
“Foi um pouco complicado lidar com essa situação, porque em casa ele não tinha esse comportamento. Conversei com a diretora da escola dele e ela disse que era necessário que a gente conversasse muito com ele”, afirmou Ana Elisa.
Matheus aprendeu a lição. O melhor é não brigar com amigos para ter ajuda em todas as horas. “Quando eu estou brincado e me sinto sozinho, eles me chamam para entrar na brincadeira”, diz.
A importância do diálogo
De acordo com a psicopedagoga Fernanda Kretsch, aos 2,5 anos, é relativamente aceitável que a criança tenha esse tipo de comportamento: “Até porque ela não sabe expressar a raiva ou o descontentamento de uma outra forma”. Por isso, ela recomenda que os pais observem se a atitude acontece repetidamente.
Para resolver o problema, a dica é simples: “Só a conversa, o diálogo”, diz Fernanda. “Tirar algo que dá prazer à criança não funciona, porque é um comportamento impulsivo, é como se fugisse do controle dessa criança”.
Se a criança tem sido vítima na escola, revidar é um ato que não deve ser estimulado. “Mas isso deve ser observado, porque se a conduta agressiva é por conta de uma reação de defesa, ela não pode ser caracterizada como uma conduta agressiva.”
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Fonte: Globo
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Saiba o que fazer se seu filho se tornar agressivo na escola
Etiquetas: É destaque lá por fora
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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