Um estudo recentemente realizado pelo British Council revelou que as crianças inglesas com idades entre os 11 a 16 apresentam os níveis mais baixos da consciência internacional entre seu grupo etário, em 10 países. Foram questionados 4.170 crinaças com acesso à internet sobre coisas como aprendizagem das línguas e assuntos internacionais. A Nigéria teve a classificação mais alta. Entre as perguntas feitas foi se as crianças viam - se como um cidadão do mundo ou do seu próprio país. De acordo com o British Council, as crianças inglesas foram as que menos resultados apresentaram relativamente ao entendimento de eventos actuais. Os melhores resultados foram para os brasileiros (69%) e alemães (61%) . Perguntou se eles se viam como cidadãos do mundo ou de seu próprio país, a maioria viu - se como cidadãos globais - com excepção do Reino Unido, E.U.A. e a República Checa. Os jovens no Brasil estiveram entre as mais susceptíveis de concordar com a afirmação "é uma boa ideia para as escolas do meu país a ter ligações ou parcerias com escolas de outros países". Resultados globais foram registados em um índice de sete a zero: Nigéria 5,15 Índia 4,86 Brasil 4,53 Arábia Saudita 3,74 Espanha 3,29 Alemanha 3,24 China 2,97 República Checa 2,51 E.U.A. 2,22 UK 2,19
O Diretor Executivo do British Council, Martin Davidson, disse: "Para o Reino Unido, competir numa economia global, é vital que incentivar os nossos jovens a ter um interesse e envolvimento com o mundo à sua volta."
Fonte: news.bbc
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Estudo internacional realizado a crianças entre os 11 e os 16 anos
Etiquetas: É destaque lá por fora
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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