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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Bruxelas organiza concurso de tradução em escolas secundárias

A Comissão Europeia organiza quarta-feira um concurso de tradução dirigido aos jovens europeus, que decorrerá simultaneamente em cerca de 300 estabelecimentos de ensino da União Europeia, incluindo 12 escolas secundárias portuguesas.
O concurso, que visa celebrar o multilinguismo na Europa e permitir aos jovens estudantes descobrir, "de uma forma lúdica e útil", o trabalho de tradutor, cobre a totalidade das 23 línguas oficiais da UE, tendo os 1.500 alunos seleccionados (entre os quais 48 portugueses) tido oportunidade de escolher entre 134 pares linguísticos. As escolas receberão por correio electrónico os textos a traduzir, pouco antes do início do concurso (09:00 de Lisboa), e as traduções serão posteriormente enviadas para Bruxelas e apreciadas por um júri composto por tradutores da Direcção-Geral da Tradução da Comissão Europeia. Os 27 premiados, um por cada Estado-Membro, serão convidados a passar três dias em Bruxelas, em Março de 2008, acompanhados por um adulto. Em Portugal, estão envolvidos no concurso 12 estabelecimentos de ensino secundário, nomeadamente as Escolas Júlio Dinis (Ovar), Pedro Nunes (Lisboa), Macedo de Cavaleiros (Macedo de Cavaleiros), André de Gouveia (Évora), Almeida Garrett (Vila Nova de Gaia), Domingos Sequeira (Leiria), Santos Simões (Guimarães), Castelo da Maia (Santa Maria), João II (Setúbal), Pinhel (Pinhel), Dr.João de Brito Camacho (Almodôvar) e Pedro Alexandrino (Póvoa de Santo Adrião).
Fonte: Lusa

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)