O Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd) formou 15.451 alunos em 2007. O número representa um aumento de 9,96%, se comparado com o mesmo período de 2006, que teve 14.051 participantes. “Este aumento é bastante significativo; uma vitória para a Polícia Militar e também para a comunidade. Além de alertar as crianças sobre o perigo das drogas, o programa estreita o relacionamento entre polícia e comunidade, difundindo a filosofia da polícia comunitária,” afirma o coordenador do Proerd, coronel Oscar Rodrigues.
Desenvolvido há 10 anos em Mato Grosso do Sul, o PROERD já formou cerca de 100 mil estudantes do ensino fundamental. A expectativa para 2008 é formar mais trinta novos instrutores no primeiro semestre, objetivando ampliar o programa para os 78 municípios do interior do Estado.
O curso é desenvolvido com crianças do 5° ano do ensino fundamental de escolas municipais, estaduais e particulares. Os instrutores são policiais militares especialmente treinados para a atividade, os quais além de estimular as habilidades das crianças para resistir às pressões e ao uso de drogas, visa defender a vida, a integridade física e a dignidade da pessoa humana.
As atividades de 2008 nas escolas municipais iniciaram junto com as aulas regulares, no dia 13 de fevereiro. Este ano - na Capital - o programa será ampliado, passando de 40 para 62 escolas da Reme, 31 em cada semestre.
As aulas do Proerd nas escolas da rede estadual, ainda não iniciaram, pois aguardam apenas a renovação do convênio que deve ser publicada ainda no início de março. A expectativa é que o número de escolas participantes supere o de 2007, que totalizou 44 escolas, sendo oito na Capital e as demais no interior. Com relação às escolas particulares, apenas duas participam do programa; há fila de espera e a coordenação do Proerd está se preparando para poder atender a demanda da rede privada.
As escolas que tiverem interesse em participar do Proerd para o segundo semestre do ano deverão procurar as secretarias de educação e - através de comunicação interna - fazer a solicitação de inclusão no programa. As aulas acontecem uma vez por semana, totalizando 17 aulas. Mais informações podem ser obtidas nos telefones (67) 3318 4441 ou 3318 4470.
Histórico
O Proerd é uma atividade educacional preventiva que tem como referência o programa norte-americano D.A.R.E. (Drug Abuse Resistance Education), surgido em 1983. No Brasil, o programa foi implantado em 1992 em uma ação conjunta entre o policial militar, devidamente capacitado, chamado Policial Proerd, professores, especialistas, estudantes, pais e comunidade. A meta é prevenir e reduzir o uso indevido de drogas e a violência através do diálogo entre pais e filhos.
O currículo para este programa de educação foi criado exclusivamente para o D.A.R.E. América pela Associação para Supervisão e Desenvolvimento Curricular (Association for Supervision and Curriculum Development – ASCD) e pelas Famílias em Ação Nacional (National Families in Action - NFIA).
Fonte: msnoticias
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Proerd formou em 2007 mais de 15 mil alunos no Estado
Etiquetas: É destaque lá por fora
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Artigo de opinião
O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicasHoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.
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