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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Resultados da avaliação externa das escolas realizada em 2006/2007

A classificação de Bom assume, em todos os domínios, a frequência mais significativa nos resultados da avaliação externa das escolas, realizada em 2006/2007, pela Inspecção-Geral da Educação (IGE).
Estas classificações, apresentadas num relatório disponibilizado na página da IGE, incidiram sobre cinco domínios: Resultados; Prestação do Serviço Educativo; Organização e Gestão Escolar; Liderança; e Capacidade de Auto-Regulação e Melhoria de Escola.

Da análise dos resultados da avaliação das 100 unidades de gestão envolvidas no processo, nomeadamente 43 agrupamentos e 57 escolas singulares, ressalta a predominância das classificações claramente positivas para a generalidade dos domínios em análise.

Assim, a classificação de Bom assume a frequência relativa mais significativa, oscilando entre um mínimo de 43 por cento para o domínio Liderança e um máximo de 63 por cento para o domínio Prestação do Serviço Educativo.

O nível de classificação Suficiente adquire segunda ordem de importância em três dos cinco domínios – Capacidade de Auto-Regulação e Melhoria de Escola (39 por cento), Resultados (34 por cento) e Prestação do Serviço Educativo (22 por cento), cabendo idêntico grau de importância à classificação de Muito Bom nos domínios Liderança (40 por cento) e Organização e Gestão Escolar (29 por cento).

Nos cinco domínios seleccionados, foram analisados os pontos fortes e as debilidades.

De acordo com esta análise, no domínio Liderança existe uma predominância de pontos fortes, quer ao nível da motivação e do empenho do corpo docente e não docente, quer ao nível do bem relacionamento interpessoal entre os agentes escolares.

Ainda no domínio Liderança, registaram-se debilidades ao nível da visão e da estratégia, nomeadamente a inexistência de objectivos claros, a ausência de uma política de envolvimento efectivo dos alunos e dos encarregados de educação na vida da escola, e a inexistência de objectivos de melhoria dos resultados escolares.

No domínio Prestação do Serviço Educativo, foram registados aspectos negativos relativamente à articulação curricular, verificando-se, igualmente, uma reduzida reflexão sobre as práticas, bem como o acompanhamento da prática lectiva em sala de aula.

Neste campo, destacam-se como pontos fortes a diversificação da oferta educativa e a política de inclusão, que se traduz no apoio educativo aos alunos com necessidades educativas especiais e aos estudantes de outras nacionalidades.

Relativamente ao domínio Organização e Gestão Escolar verificou-se um equilíbrio entre os pontos fortes e as debilidades quanto ao envolvimento das famílias na vida da escola e na gestão dos recursos materiais, onde foram valorizadas a preservação das instalações escolares, a utilização de meios informáticos e a dinamização das bibliotecas escolares.

A falta de instalações específicas, designadamente equipamentos de laboratório e de espaços de trabalho, foi um dos aspectos negativos salientado.

Ainda nesta área, relativamente aos recursos humanos, foram assinalados como pontos fortes a estabilidade e a competência do corpo docente e o papel do director de turma no acompanhamento dos alunos.

No domínio dos Resultados, há mais aspectos positivos do que negativos, sendo de assinalar que os pontos fortes se referem ao clima educativo, à segurança nos espaços escolares e ao bom relacionamento entre alunos, professores e pessoal não docente.

No que respeita às debilidades, destacam-se os aspectos relacionados com o insucesso e o abandono escolar, bem como o fraco impacto das medidas destinadas a combater os níveis de insucesso.

Por último, no domínio Capacidade de Auto-Regulação e Melhoria da Escola, evidencia-se a ausência ou debilidade de instrumentos e processos de auto-avaliação das escolas.

Importa salientar que, atendendo à forma como se chegou a estas 100 unidades de gestão, duas vezes voluntárias, não se pode fazer extrapolações para o conjunto das escolas existente. No entanto, é possível retirar dos resultados obtidos algumas indicações ou tendências.

Processo de avaliação externa das 100 escolas envolvidas

O processo de avaliação externa destas 100 escolas, que envolveu 52 inspectores da IGE e 24 avaliadores externos, teve início com o tratamento de dados estatísticos relevantes que contam do Perfil da Escola.

Seguidamente, a equipa de avaliação externa realizou visitas às escolas, com a duração de dois ou dois dias e meio. Os dados recolhidos através de análise documental e de observação directa foram, depois, complementados com entrevistas aos diversos actores internos e externos da escola.

Finalmente, a IGE elaborou e enviou relatórios para as escolas avaliadas, que dispuseram de um prazo para apresentarem contraditório.

Tendo em vista o aperfeiçoamento da avaliação externa, a IGE aplicou um inquérito por questionário às escolas avaliadas e aos avaliadores.

As respostas dadas a este inquérito pelas escolas e pelos agrupamentos permitem concluir que as instituições avaliadas têm uma opinião muito positiva sobre a avaliação externa promovida pela IGE. Quanto aos avaliadores, também se pronunciaram de forma positiva sobre o processo de avaliação das escolas.
Fonte: Portal da Educação

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Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)