TEK.SAPO Novos portáteis no programa e-escolas PÚBLICO CD-Roms para ajudar estudantes a lidar com o stress LUSA Alunos de secundária de Gaia acusam GNR de ameaças e agressão, o que corporação desmente RTP Professora intimidada por aluno em escola secundária da Maia CORREIO DA MANHÃ Aluna constituída arguida aos 9 anos

segunda-feira, 10 de março de 2008

Angola: Mais de 40 mil alunos frequentam escolas para formação profissional

A tendência mundial é, cada vez mais, a valorização dos cursos profissionais. Para isso, recorrer-se ao ensino básico ou médio de modo a que, em curto espaço de tempo, se tenha recursos humanos capazes de constituírem um grupo de técnicos qualificados em diversas áreas. Angola, não estando fora dessa visão global, acompanha a onda. O que é, de todos os pontos de vista, louvável.
Hoje, na abordagem que o “ Dossier” se propôs fazer, ficará provado que o Governo está a fazer um esforço para que, ao mesmo tempo que se abram mais institutos médios técnico-profissionais, também se aumente o número de técnicos especializados. É assim que, actualmente, estas unidades já estão presentes em Luanda, Benguela, Cabinda, Huambo, Huíla, Kwanza-Sul e Bié. Está claro que o objectivo é abranger todas as províncias de Angola.
Não estando cumprida esta meta, o país, com base na Reforma do Ensino Técnico Profissional (RETEP) lançada em 2001 pode contar concretamente com Instituto Médio de Economia de Luanda (IMEL), Instituto Médio Industrial de Luanda (IMIL), Instituto Médio Industrial do Prenda Simeone Mucune, Instituto Médio de Economia do Kilamba Kiaxi, Instituto Médio de Gestão do Kikolo, o Instituto Médio Comercial de Luanda, o Instituto Médio Politécnico Alda Lara, o Politécnico Pascoal Luvualu, e o Instituto Médio Técnico 17 de Dezembro e mais quatro institutos politécnicos todos em Luanda. Em Benguela temos um Instituto Médio Industrial. Em Cabinda um Instituto Médio ­Politécnico.
Na Huíla encontramos o Instituto Médio de Economia do Lubango, Um Instituto Politécnico do Sumbe. Em Malanje um Instituto Médio Agrário. No Andulo, Bié, temos um Instituto Médio Agrário e outro no Huambo. Estando para breve a abertura de outras instituições. No total teremos 35 institutos à disposição de quem deles pretender tirar proveito. Tudo isso fruto da linha de crédito da China. Olhando para os benefícios reais destes cursos, concluímos que, se de facto mais escolas de formação profissional forem abertas, o país que observa um processo de reconstrução nacional sairá a ganhar. Naturalmente que os beneficiários dos cursos também. Da abordagem que propomos, o leitor vai encontrar detalhes avançados por docentes, estudantes e dirigentes de instituições de ensino médio técnico- profissional que lhe levarão a avaliar o estado do nosso ensino nesta vertente.
Fonte: Jornal de Angola

Para subscrever o Noticiasdescola

Pesquisa personalizada

Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)