TEK.SAPO Novos portáteis no programa e-escolas PÚBLICO CD-Roms para ajudar estudantes a lidar com o stress LUSA Alunos de secundária de Gaia acusam GNR de ameaças e agressão, o que corporação desmente RTP Professora intimidada por aluno em escola secundária da Maia CORREIO DA MANHÃ Aluna constituída arguida aos 9 anos

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ministério tem conhecimento de armas nas escolas

Maria de Lurdes Rodrigues reconheceu que existem casos registados de alunos com armas nas escolas. Segundo a ministra da Educação foram registadas 140 ocorrências de jovens com armas no interior e exterior das escolas.
“Entre esses 140 casos tem de tudo. Tem miúdos que levam canivetes, tem casos de alunos que levam a espingarda do pai que é caçador. Tem um conjunto de casos muito variados”, afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.

A ministra da Educação revelou que “esses casos foram por nós divulgados há muitos meses. Reportam-se ao ano lectivo anterior” e acrescentou também que ainda “não há dados sobre este ano lectivo”.

Segundo Maria de Lurdes Rodrigues, “a maior parte dos casos são nas imediações da escola e não no seu interior” que acrescentou “que intervém de imediato é a escola, através do coordenador de segurança. Depois há a escola segura que tem agentes em proximidade destacados para o efeito”.

ASPP confirma que já foram apreendidas armas nas escolas

Paulo Rodrigues, da Associação Sócio Profissional da Polícia confirmou à Antena 1 que, de facto, já foram apreendidas armas de fogo em estabelecimentos de ensino e que é frequente alunos levarem armas brancas para a escola.

“Já aconteceu a apreensão de armas de fogo em alguns miúdos. É verdade que as armas de fogo foram apreendidas numa escola secundária e não numa escola primária”, afirmou Paulo Rodrigues que acrescentou “não foram muitas, mas a verdade é que já aconteceu a apreensão de armas de fogo a alguns adolescentes que acabaram por explicar à polícia que tinham acesso às armas em casa, que eram de pais ou de alguns familiares directos”.

Sete armas apreendidas por cada dez dias de aulas

O número de armas apreendias nas escolas tem vindo a aumentar desde o ano 2000

O último relatório do programa da PSP “Escola Segura”, divulgado em Dezembro do ano passado, refere que dois por cento das 7000 ocorrências registadas no interior e exterior das escolas no ano lectivo 2006/2007, dizem respeito a situação de porte de arma, o que corresponde a cerca de 140 casos num ano.

Na prática, tendo o ano lectivo cerca de 200 dias, verifica-se que são apreendidas sete armas em cada dez dias de aulas.

Já em 2005, o relatório da PSP alertava para a dimensão crescente deste fenómeno. Nesse ano foi registado um crescimento de 40 por cento dos registos, e cerca de 70 por cento desses registos eram relativos a armas brancas.
Fonte: Rtp.pt

Para subscrever o Noticiasdescola

Pesquisa personalizada

Artigo de opinião


O MP3 e o telemóvel como ferramentas pedagógicas

Hoje todos os professores têm como formação inicial um curso superior seguido de um estágio pedagógico que pode ser integrado ou não. Todos seguiram na Universidade a via de ensino, em ramos especializados. Resta saber se foram para esta via por vocação ou por falta de alternativas.
Saem classificados com uma média final que resulta das classificações dadas pelos vários professores das disciplinas nos vários anos do curso (nota académica) a que se junta a nota dada pelo professor orientador de estágio. Durante estes anos aprendem também a usar as novas tecnologias para fazer delas ferramentas pedagógicas importantes na sala de aula.
As notas distribuem-se pela escala, como sempre, e é por essas que é feita a colocação. Alguns colocam-se sem dificuldade, outros passam anos à espera de lugar ou vão tendo colocações esporádicas a substituir grávidas e doentes. Milhares ficam sem colocação.
Há professores que colocados ou não continuam a estudar e a interessar-se por melhorar as suas práticas. Alguns são sensíveis ao pulsar do seu tempo, às características da escola de hoje, do aluno de hoje, da comunidade que o envolve hoje.
O professor actual tem de ter esta atitude na sociedade de mudança que nos envolve.
A este propósito posso referir o exemplo da professora Adelina Moura de Braga que foi entrevistada pelo jornalista Jorge Fiel para o DN no dia 7 de Dezembro. Contou que está a fazer uma experiência com 30 alunos do 11º ano, ramo profissionalizante e que já deu uma aula online, a partir de casa, com os alunos espalhados por cafés e outros locais. É o conceito da escola nómada a ser posto em prática. Disse coisas como esta: "o telemóvel e os MP3 são ferramentas de ensino mais usadas que o papel e o lápis" ou " os alunos são nados digitais, nós somos estrangeiros digitais" ou ainda " a aula de português anda na bolso dos meus alunos". Deu os endereços de dois blogues: paepica.blogspot.com e choqueefaisca.blospot.pt. Falou também de O Princepezinho em podcast que pode encontrar-se em discursodirecto.podmatic.com e de exercícios de escolha múltipla e palavras cruzadas para descarregar no telemóvel em geramovel.wirenode.mobi e outros ainda.
Esta professora é uma excepção nesta área e, por enquanto, apenas faz uma experiência com 30 alunos, não sei se este projecto seria exequível pelos professores comuns que têm cinco, seis ou sete vezes mais e muitos outros trabalhos para fazer. Seria bom que ela abrisse as aulas para os outros aprenderem na prática e faço votos que não a desviem para fazer conferências "em seco" que só cansam e cumprem calendário.
Todos os professores têm de compreender que o aluno tem que ser ensinado de acordo com o seu tempo e a sua vivência.

in Expresso (Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora)